Misericórdia abre novas camas de Cuidados Continuados


A Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) abriu no início de janeiro as novas camas da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) de média e longa duração no Fundão.
Ao fim de cinco anos de insistência, negociações e ações de sensibilização junto dos poderes decisores e políticos, a mesa administrativa regozija-se por, finalmente, estarmos em condições de inaugurar as novas 40 camas da UCCI que se juntam às restantes vinte de que dispomos desde há 14 anos no edifício do Lar Nossa Senhora de Fátima, na cidade do Fundão.


A instalação das novas camas resulta de um investimento global superior a 600 mil euros, que nos permitiu realizar as obras de adaptação do imóvel, que foi uma estrutura residencial para idosos com cuidados continuados, e que a partir de janeiro de 2022 se transformou numa moderna Unidade de Cuidados Continuados.

Além das obras de modernização do edifício, asseguradas pela SCMF com o apoio do Município do Fundão, a abertura das novas camas na UCCI implica a criação de mais 15 contratos de trabalho, tornando esta valência da SCMF uma resposta de cuidados intermédios de saúde com capacidade para 60 utentes auxiliados por um total de 45 profissionais das mais variadas áreas de intervenção social: médicos, enfermeiros, fisiatra, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e da fala, psicólogos, animadores socioculturais e prestadores de cuidados.

A par da intervenção exterior no edifício, a UCCI foi alvo de profundas alterações na estrutura interior da resposta social, de forma a adaptá-la às exigências legais vigentes para as UCCI, cumprindo também as normas de natureza energética e implementando as medidas de autoproteção, tornando a UCCI num edifício acessível, inclusivo e energeticamente sustentável.

Decorridos menos de 15 dias após a abertura das novas 40 camas, a maior parte já se encontra ocupada ou com utentes referenciados a aguardar integração, o que é bem demonstrativo das necessidades da região ao nível desta resposta de saúde.

A Simbologia de um Sorriso de Natal

“Eh tanta gente”!

A verbalização da surpresa acompanhada de um enorme sorriso e um gesto que simboliza mãos para Deus em sinal de agradecimento sentido, caracterizou a reação de muitos dos utentes do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) da Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) no Centro Comunitário Minas da Panasqueira (CCMP) que na véspera de Natal receberam a visita, em suas casas, da equipa técnica daquela resposta da SCMF.

O frio de dezembro num Inverno quase Primaveril foi atenuado pelo calor humano das palavras trocadas entre técnicos, direção do CCMP e utentes de SAD que nos vales do Couto Mineiro sentiram o verdadeiro espírito natalício no exato momento em que o “Pai Natal” antecipou a entrega das simbólicas lembranças.

“Uma Casa de madeira para cada um dos utentes em SAD”, explicou a diretora técnica do CCMP, Helena Brito esclarecendo que o objetivo da peça decorativa de madeira simbolizou a “nossa gratidão por aquelas pessoas sentirem o CCMP e o trabalho do SAD como a casa deles”.

Uma casa adocicada com chocolates e palavras de aconchego que preencheram o vazio de quem vive em isolamento naqueles lugares entre a Barroca Grande, Cambões e Panasqueira.

Embora os doze utentes do SAD da SCMF no Couto Mineiro, todos os anos recebam uma lembrança de Natal ou de Páscoa e até costumem participar nos convívios (com direito a prenda) que se realizam no CCMP, desta vez a pandemia Covid-19, exigiu cautelas e por essa razão a direção técnica do CCMP e as equipas do SAD foram a casa das pessoas levar-lhes “um sorriso e uma palavra amiga”.

“Ficaram bastante contentes. Não puderam estar na nossa celebração natalícia mas fizemos questão de levar-lhes o espírito natalício a casa”. “Foi reconfortante percebermos que naquele dia levamos aconchego àquelas pessoas”, testemunha Helena Brito.

Com a felicidade estampada no rosto, Maria Mendes, uma das utentes em SAD completou mais um aniversário naquele dia de dezembro e a “nossa visita acabou por ter um duplo sentido, pois além da lembrança de Natal, demos um colorido diferente ao dia de anos da nossa utente que vive em Cambões e tem a família nuclear no estrangeiro”.

O exemplo do SAD no CCMP é uma inspiração para tantas e tantas pessoas que vivendo sozinhas têm no humanismo de quem trabalha no Setor Social a mão amiga que nunca falha, transportando afetos e aconchego a quem mais precisa.

Obrigada!

Saudades do Natal em Família

“Não há nada que chegue à família”

Está a chegar o período mais exigente para quem cuida das pessoas institucionalizadas ou das muitas outras que vivem sós. À memória coletiva das vivências de antigamente, junta-se a saudade das reuniões em família, da celebração do nascimento de Jesus embrulhada nos laços e abraços de quem está mais próximo ou que a geografia impossibilita de estar presente.

Contra factos não há argumentos e sempre que a debilidade da condição humana é uma realidade, cresce a saudade dos tempos idos e as lembranças de outros Natais em contexto de família alargada, alegria, tradição e iguarias de paladar intenso.

Fomos ao encontro de utentes da Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) que nos ajudaram a reconstruir a narrativa de outros Natais.

Natal com Memória

José Esteves Lopes de 86 anos, natural de Aldeia de Joanes ainda encara o Natal como uma data bonita, com a memória do tempo em que colocava os sapatos sobre o fogão e recebia rebuçados, lenços e peúgas. “Já tenho bisnetos, há mais 20 anos que não assisto a essa magia, fiquei viúvo e isso tirou-me a alegria de procurar presentes para as crianças”, afirma o octogenário que passa os dias no Centro de Dia do Fundão e passará a consoada em casa da filha. Seja como for, Natal ainda é a memória da magia e do tempo em que se acreditava que o Santo Menino trazia prendas às crianças, disse-nos José Lopes habituado a viver sozinho.

A solidão é a maior dor de José Brás Gonçalves, 85 anos natural do Fundão. Embora tenha recordações das fogueiras, canto das janeiras e do convívio entre pares, verbaliza o dia em que descobriu que não havia Menino Jesus. “Lembro-me tão bem, quando era Natal e a minha mãe nos enganava para a acompanhar a comprar os presentes que às vezes eram uma caixa de lápis de cor que posteriormente apareciam na chaminé. Descobri com 8 a 9 anos que não havia Menino Jesus”, conta José Brás, hoje confinado no Lar da Misericórdia e triste por sentir-se “isolado” da família nuclear.

Realidade que o leva a emocionar-se com a chegada de uma quadra em que a espiritualidade às vezes reconforta, outras vezes magoa. “Cheguei a ter Natais de 25 pessoas à mesa, mas desde 1992, quando a minha esposa faleceu, perdeu-se a alegria e passamos a ser muito menos. A família da minha sogra que era de Vila do Carvalho deixou de vir”, contou o senhor José que aceita a vida no Lar mas não esconde a importância de passar a consoada com toda a família. “Não há nada que chegue à família”, desabafa.

Joaquim Costa Santos de 90 anos, natural de Alcongosta, entusiasma-se com as recordações dos tempos de juventude quando iam à procura de musgo para construir maior presépio. Recorda a tradição religiosa de beijar o Menino e a simbologia de um gesto que perdura na memória de quem hoje observa a quadra natalícia com saudades da esposa, falecida há quatro anos e das noites em que faziam as filhoses. “Todos os dias me lembro da última vez em que fazíamos filhoses”, desabafa o utente da SCMF que tem passado os Natais no Lar e já se habituou, pois a família que resta, as sobrinhas, estão espalhadas pelo país.

Joaquim Santos encara o Natal com o desinteresse habitual de quem perdeu os seus. Um sentimento comum ao de Maria Glória Lopes de 76 anos, natural de Aldeia de Joanes e utente no Centro Dia do Fundão. “Desde que o meu marido faleceu, nunca mais celebramos o Natal em grande, somos menos à mesa e isso é uma tristeza”, conta a septuagenária que viveu muitos Natais em Luanda (Angola) e dos quais recorda o convívio “tímido” entre a comunidade de portugueses ali radicados.

Isabel Nunes natural do Fundão, de 84 anos, passou muitas quadras natalícias em Paris (França). Lá a data simbolizava convívio entre portugueses que chegavam a improvisar o madeiro, não faltando à mesa as iguarias beirãs, que atenuavam as saudades dos Natais em Alcongosta, quando se juntavam muitas dezenas de pessoas à volta da fogueira. A par do madeiro, Isabel Nunes também verbaliza o entusiasmo das famílias reunidas à volta da mesa da consoada e o momento da partilha de presentes “simbólicos” e prova das melhores filhoses.

Maria de Jesus Tavares Gata, utente em Centro de Dia, tem as melhores vivências quanto aos segredos culinários para as melhores filhoses. A conversa tem enfoque nas tradições natalícias da aldeia de Alcaide. Aos 89 anos, menina Gata (como gosta de ser chamada) admite que a doença recente lhe roubou a memória de antigamente. Ainda assim, recorda com um sorriso no olhar, quando há muitos anos, os pais, filhos e netos se juntavam no Alcaide para o encontro alargado de várias gerações da família que tinham em comum a vivência “da melhor noite do ano”.

“Íamos à missa do Galo, só depois provávamos as filhoses e dirigíamo-nos para a chaminé onde o Menino Jesus deixava presentes para quem se portava bem”. “Era uma alegria muito boa” que se repete sempre que recebe os presentes de Natal do filho e da nora. “Estou deserta para ver o que tenho no meu sapatinho, ao pé do meu Menino Jesus grande, em pano”, conclui a devota de Nossa Senhora da Ajuda.

Maria Serra Simões de 93 anos, natural do Peso, antiga utente no Centro de Dia do Pesinho e agora no Lar da Misericórdia também é católica. Amiga de estar com os seus, considera as celebrações natalícias um encontro com a família alargada para o jantar de couves com batatas e bacalhau. Recordando vivências de Natais longínquos, Maria Simões fala-nos de quando ainda não existia a ponte que liga o Peso ao Pesinho. “Ficávamos em nossas casas sempre que o caudal de águas no rio Zêzere impedia as famílias de passarem para a outra margem”. Maria Simões, que é a mais velha de nove irmãos, conta-nos que antigamente eram mais de trinta pessoas a partilhar a consoada em que o estômago se compunha com o cabrito assado no forno de lenha e havia bolos de muitas qualidades. “Eram dias de farta brutos, tanto que nós comíamos”, conta. A antiga doceira elege as cavacas como o doce que mais prazer lhe dava confecionar. Sorridente mas saudosa, admite que o Natal em casa dos filhos não tem tanta alegria como antigamente, “quando os meus sobrinhos da Coutada se abeiravam do arroz doce”.

As iguarias natalícias marcam a conversa com Maria do Carmo Belo de 90 anos, natural de Aldeia Nova do Cabo e a morar no lar desde março de 2021. Lembrança de fazer água na boca e que também versam o ciclo de viagens entre Lisboa e a Beira Baixa para estar em família. “Antes do Natal, a rapaziada reunia-se na procura e transporte de troncos de madeira para a fogueira de dia 24”. Antes da meia-noite a mocidade fazia tropelias, mas as raparigas ficavam em casa a fazer doces e filhoses”. “Depois convivíamos todos, íamos à Missa do Galo, aquecíamos os pés no cepo e confraternizávamos. As pessoas que estavam zangadas umas com as outras, perdoavam-se e nesta quadra voltavam a ser amigas”. Era um tempo de tolerância e celebração que muito entusiasma Maria Belo.

No primeiro Natal no Lar da Misericórdia está expectante quanto ao que a SCMF proporcionará aos seus utentes. Certo é que não terá entre os convivas a família direta nem a senhora Elvira, a melhor doceira que conheceu. “Fazia um bacalhau à Elvira em que as batatas, cozidas com pele, depois de cortadas às rodelas, eram passadas por azeite e temperadas com um molho em que não faltava tomate picado com muito azeite e toucinho para dar gosto. Um molho bastante apurado que também cobria o bacalhau previamente fritado”. Uma especialidade da sogra de Maria do Carmo Belo que recomenda que façamos na consoada que agora nos visita.  

Alguém se atreve?

Boas Festas !

Aprovadas candidaturas ao PARES

Investimento global de 7.500.000.00 milhoes de euros destina-se ao Lar da Misericórdia e Hotel Sénior “Príncipe da Beira”.

A Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) viu aprovadas as candidaturas ao Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais de 3ª Geração (PARES 3.0) da Segurança Social.

Uma excelente notícia para a nossa organização que irá traduzir-se no cumprimento da estratégia iniciada por esta mesa administrativa assente no alargamento da nossa rede de respostas sociais, na modernização de serviços de apoio a pessoas idosas bem como na implementação de novas e diferenciadoras valências. A inovação será, aliás, uma das tónicas mais relevantes das candidaturas submetidas ao PARES 3.0

 Enquanto organização social de relevada importância no contexto da região da Cova da Beira, a SCMF irá efetuar as intervenções cujo investimento aprovado pela Segurança Social se destina à revitalização e alargamento do Lar da Misericórdia e ao hotel sénior “Príncipe da Beira”, ambos na cidade do Fundão.

Edifício do Lar da Misericórdia

Os dois projetos em apreço terão uma comparticipação global de 5.000.000.00 milhões de euros, sendo que o investimento total é superior a 7.500.000.00 milhões de euros.

O Lar da Misericórdia, que desenvolve a sua atividade num edifício com capacidade para 86 utentes, será alvo de uma reestruturação e ampliação da valência que passará a dispor de um total de 100 camas em ERPI- estrutura residencial para idosos e um novo Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) para 70 utentes. A reconversão do espaço onde trabalham 50 funcionários permitirá criar mais 10 postos de trabalho.

A alteração agora aprovada, permitirá alargar as áreas de intervenção social através da abertura de novas alas para utentes cujo foco de intervenção assentará nos domínios da demência e outras doenças do foro mental. Será, pois, uma resposta social inclusiva que irá atenuar as necessidades sociais no concelho do Fundão.

No hotel sénior “Príncipe da Beira”, a verba aprovada destina-se à reconversão do equipamento adquirido pela SCMF em dezembro de 2020. O imóvel terá capacidade para 104 utentes em ERPI e seis apartamentos seniores a localizar nos três pisos do hotel.

Serão criados 55 postos de trabalho entre ajudantes de ação direta, pessoal em funções de cozinha e lavandaria, auxiliares administrativos, técnicos e profissionais de saúde.

Todos os colaboradores serão alvo de formação não apenas em geriatria mas também em ações que permitam o desenvolvimento de competências nas vertentes cognitivas, de terapia clínica, farmacológica e não farmacológica, de neuro estimulação de competência relacional e de gestão.

Com esta ERPI pretendemos prestar serviços especializados e personalizados potenciando o bem-estar, autonomia e convívio familiar constituindo um exemplo de Centro Residencial para a Terceira Idade.

Trata-se de um projeto que irá responder a diversas necessidades potenciando o envelhecimento ativo, estimulação cognitiva, aperfeiçoamento de línguas estrangeiras e de informática.

As respostas sociais dirigidas à população idosa, nomeadamente em ERPI, definem-se como investimentos prioritários em 88 concelhos da Região Centro. No concelho do Fundão a taxa de cobertura situa-se entre os 8,5% e os 12,6%. Neste contexto a SCMF atua de forma integrada na comunidade que a envolve designadamente nos concelhos do Fundão, Covilhã e Penamacor.

Misericórdia do Fundão adere à Mobilidade Verde

A Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) assinou esta quarta-feira, 15 de dezembro, em Castelo Branco o termo de aceitação referente à candidatura ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) com vista à aquisição de três viaturas elétricas adaptadas.

A medida enquadra-se na nova geração de equipamentos e respostas sociais do PRR e surge no âmbito da estratégia nacional de mobilidade verde para o Setor Social.

Os três veículos elétricos a adquirir destinam-se a modernizar as respostas sociais da SCMF, designadamente o Serviço de Apoio Domiciliário do Fundão, Alcongosta e Centro Comunitário Minas da Panasqueira

Luís Gavinhos, tesoureiro, e Jorge Gaspar, provedor da SCMF

As viaturas, ligeiras de passageiros e de mercadorias transformadas terão uma comparticipação global de 75.000.00 euros da Segurança Social ao abrigo do PRR.

A aquisição das mesmas obedecerá à abertura de concurso público.

A mesa administrativa da SCMF, liderada pelo provedor Jorge Gaspar, congratula-se pela aprovação da candidatura considerando que o apoio agora confirmado irá beneficiar a Instituição, fortalecendo a estratégia verde em curso na Misericórdia.

Misericórdia do Fundão premiada pelo BPI Fundação “la Caixa”

O desenvolvimento de um projeto de prevenção de quedas junto da população sénior servida pelas respostas sociais da Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) foi recentemente contemplado com o Prémio BPI Fundação “la Caixa” Seniores 2021.

A candidatura da SCMF traduz-se numa dotação financeira de 32.580 € e permitirá implementar um programa de exercício físico para prevenir ou reverter a fragilidade na população sénior institucionalizada, melhorando a capacidade funcional, prevenindo a ocorrência de quedas, estimulando a função cognitiva.

Intitulado “M&M – Maiores em Movimento”, o projeto baseado na prática do exercício físico permitirá prevenir ou reverter a síndrome da fragilidade em idosos institucionalizados, através da implementação de programas de treino inovadores.

O projeto “M&M – Maiores em Movimento” contará com a participação de utentes da SCMF que residam nas Estruturas Residenciais Para Idosos ou que frequentem os Centros de Dia da mesma.

O projeto será implementado seguindo um conjunto de atividades. A primeira, consistirá numa ação de formação realizada na SCMF em colaboração com a Universidade da Beira Interior (UBI) sobre estratégias práticas e eficazes para identificar e prevenir a síndrome da fragilidade no idoso.

A segunda, será dedicada ao recrutamento dos utentes. Serão realizadas avaliações físicas e cognitivas para identificar o estado atual dos utentes. Posteriormente, serão implementados programas de treino focados na melhoria da capacidade funcional e cognitiva dos participantes.

O projeto contará ainda com uma atividade promocional sobre o Dia Mundial da Atividade Física para sensibilizar a população sénior sobre a importância da prática regular de exercício físico na prevenção e tratamento da fragilidade.

A SCMF pretende diminuir o número de utentes diagnosticados como frágeis e pré-frágeis. Em termos numéricos, espera-se que os programas de treino revertam o estado de fragilidade e melhorem a capacidade funcional e cognitiva de 100 utentes

Pretende-se que as práticas implementadas na instituição se tornem uma referência para a comunidade local na prevenção e tratamento da fragilidade. Após o projeto, perspetiva-se manter as práticas para que novos utentes beneficiem das mesmas.

O projeto “M&M – Maiores em Movimento” será implementado com a colaboração científica da UBI através dos departamentos de desporto e psicologia.

A aprovação da candidatura em apreço traduz a aposta da mesa administrativa da SCMF em aproveitar todas as oportunidades para submeter candidaturas a programas e projetos que possam acrescentar valor e credibilidade à estratégia de valorização das respostas sociais e cuidados aos utentes.

A aposta no envelhecimento ativo continua a ser uma das prioridades da nossa instituição.

100 anos de Bárbara Batista

No Lar da Misericórdia (Fundão) ontem foi dia de celebrar a vida.

Utentes e colaboradores assinalaram o centenário de Maria Bárbara Rebelo Batista, nascida a 15 de novembro de 1921.

Natural da Covilhã e a viver nesta resposta social da #MisericórdiadoFundão, desde outubro de 2016, dona Bárbara Batista é hoje uma senhora dependente pois tem vários problemas de saúde. 

Ainda assim, toda a família do Lar da Misericórdia recorda os tempos em que dona Bárbara cuidava da imagem, gostava de apresentar-se com batom e nunca esquecia os adereços que a tornavam mais feminina.

Portadora de uma alegria invulgar, Bárbara Batista gostava de conversar sobre todos os assuntos, cantava e encantava com a energia que a caracterizava. 
Hoje, menos autónoma mas de sorriso fácil, gosta de receber a visita das pessoas que lhe são próximas.

No dia de celebração dos 100 anos de nascimento, contou com a presença da filha, genro e compadres. 
Na imagem, o momento de confraternização com as pessoas que vivem no Lar da Misericórdia. 

SCMF parceira no “STOP AGEING” apresentado na Noruega

A Santa Casa da Misericórdia do Fundão (SCMF) é parceira numa investigação académica que visa criar um programa de treino para idosos a residir em instituições sociais. O mesmo é dinamizado pelo Departamento de Ciências do Desporto da UBI e pela Nord University, da Noruega.

Intitulado “STOP AGEING”, o plano de treino para idosos a residir em instituições, foi apresentado, no dia 18 de outubro, na Nord University, pólo de Levanger, na Noruega.

Henrique Neiva, docente e investigador do Departamento de Ciências do Desporto (DCD) da Universidade da Beira Interior (UBI) e Diogo Marques, estudante do 3.º Ciclo/Doutoramento em Ciências do Desporto da UBI, membros da equipa do projeto, promoveram, através da realização de um seminário dirigido a alunos dos cursos de Ciências do Desporto da Nord University e a vários interessados na temática (professores, investigadores, profissionais da área do exercício e saúde), a apresentação das atividades de investigação que contemplam o STOP-AGEING, bem como da temática do treino de força com base na monitorização da velocidade de movimento em idosos.

“Foi uma oportunidade para partilhar os trabalhos de investigação desenvolvidos em Portugal e na Noruega sobre o impacto desta nova abordagem metodológica no desempenho físico em idosos institucionalizados”, salientou Henrique Neiva.

O projeto STOP AGEING, financiado pelo Fundo de Relações Bilaterais dos EEA Grants, é promovido pelo Departamento de Ciências do Desporto da UBI, integrando vários docentes e investigadores deste Departamento e da Nord University, bem como um conjunto de técnicos da SCMF.

Daniel Marinho e Mário Marques, docentes e investigadores na UBI coordenam projeto que tem como objetivo a implementação das suas atividades até ao final deste ano, prevendo-se, no entanto, que o mesmo possa continuar a desenrolar-se nos próximos anos fruto das boas relações existentes entre as várias instituições e dos resultados obtidos.

Alunos AMDF na Orquestra Ensemble

Dois alunos da Academia de Música e Dança do Fundão (AMDF) participaram no último fim-de-semana de outubro no 7º Estágio da Orquestra Sinfónica “Ensemble”- Associação de Instituições de Ensino Artístico Especializado.

Diogo Ribeiro aluno de trompete e Pedro Arrieche em percussão participaram ainda no concerto final do estágio dirigido pelo maestro Cesário Costa que se realizou no auditório Municipal de Vila Nova da Gaia.

Diogo Ribeiro e Pedro Arrieche, alunos dos professores Vítor Ávila e Diogo Cabral, frequentam o 11º ano do ensino articulado da música.

A Orquestra Sinfónica “Ensemble” reúne os mais talentosos instrumentistas das escolas de ensino artístico de Portugal.

AMDF coopera com escola Húngara

Um conjunto de alunos e professores da Academia de Música e Dança do Fundão (AMDF) irão participar num projeto de cooperação com uma escola húngara que lhes possibilitará renovadas experiências artísticas e pedagógicas.

Uma oportunidade que nasce na sequência de uma candidatura, apresentada pela AMDF ao Programa Erasmus + – Ação Chave 2- Setor Ensino Escolar, recentemente aprovada com uma subvenção financeira no valor de 30.000.00€.

Esta candidatura, destinada ao desenvolvimento do projeto MUSICAL EDUCATION: The Search for New Horizonts com o nosso parceiro Pilisvorosvari Cziffra Gyorgy Alapfoku Muveszeti Iskola (Hungria),  vai permitir ao longo de dois anos promover o intercâmbio de alunos e professores de ambas as escolas contribuindo assim para o enriquecimento cultural e musical dos intervenientes e das suas comunidades educativas.

No decurso do projeto, cuja data será oportunamente divulgada, realizar-se-ão intercâmbios entre alunos e professores da AMDF e do estabelecimento de ensino húngaro, estando prevista a realização de cinco iniciativas de mobilidade, três das quais permitirão a ida de alunos e professores da nossa escola à Hungria.

As outras duas mobilidades permitirão aos envolvidos no projeto da escola húngara deslocar-se a Portugal, designadamente à nossa escola.

 A metodologia de ensino da música e a formação musical das duas escolas estarão no centro da cooperação.